sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Sê
Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas.
(Pablo Neruda)
Seja sal da terra e luz do mundo...
domingo, 21 de agosto de 2011
O poder do pensamento...
“O pensamento tem poder infinito. Ele mexe com o destino, acompanha a sua vontade. Ao esperar o melhor, você cria uma expectativa positiva que detona o processo de vitória. Ser otimista é ser perseverante, é ter uma fé inabalável e uma certeza sem limites de que tudo vai dar certo. Ao nascer o sentimento de entusiasmo, o universo aplaude tal iniciativa e conspira a seu favor, colocando-o a serviço da humanidade. Você é quem escreve a história de sua vida - ao optar pelas atitudes construtivas - você cresce como ser humano e filho dileto de DEUS. Positivo atrai positivo. Alegria chama alegria. Ao exalar esse estado otimista, nossa consciência desperta energias vitais que vão trabalhar na direção de suas metas. Seja incansavelmente otimista. Faz bem para o corpo, para a mente e para a alma. É humano e natural viver aflições, só não é inteligente conviver com elas por muito tempo. Seja mais paciente consigo mesmo, saiba entender suas limitações. Sem esforço não existe vitória. Ao escolher com sabedoria viver sua vida com otimismo, seu coração sorri, seus olhos brilham e a humanidade agradece por você existir.”
Pablo Neruda
sexta-feira, 1 de julho de 2011
A coragem para viver
Outro dia lendo este texto da Clarice Lispector comecei a refletir sobre algumas situações que já enfrentei e que ainda enfrento. Pude perceber que realmente os "louros da vitória" que estou colhendo, são frutos de sacrifícios, lágrimas, dores, mas também de muito amor.
As derrotas vem para que percebamos o quanto e onde cometemos erros.
Só assim podemos continuar a batalha.
Sonhe...
(Clarice Lispector) Sonhe com aquilo que você quiser.
Vá para onde você queira ir. Seja o que você quer ser, porque você possui
apenas uma vida e nela só temos uma chance de fazer aquilo que queremos.
Tenha felicidade bastante para fazê-lo doce.
Dificuldades, para fazê-lo forte.
Tristeza, para fazê-lo humana.
E esperança suficiente para fazê-lo feliz.
As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância
das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante é baseado num
passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida quando perdoar
os erros e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos
deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar porque em pleno
dia se morre.
deixar, duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar porque em pleno
dia se morre.
sábado, 26 de março de 2011
I Seminário sobre o Budismo
Pessoas, aproveito esta postagem para divulgar o primeiro evento do LEPO (Laboratório de Estudos e Pesquisas Orientais) da UECE.
Nos dias 08, 09 e 10 de Abril de 2011 ocorrerá o I Seminário sobre o Budismo no auditório do Centro de Humanidades da UECE, situado na Avenida Luciano Carneiro, 345, Bairro de Fátima.Abaixo, a programação:
08/04
19h - Abertura
19h30 - Palestra: A história do Budismo
Palestrante: Prof. Antônio Guerra Orientalista e professor do curso de História (UECE)
20h30 - Meditação
09/04
9h – Exibição do filme: Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera
11h – Debate sobre o filme. Debatedora: Profª. Drª. Berenice Abreu (História - UECE). Praticante do budismo Zen.
12 – Intervalo para o almoço.
14h – Filme: O pequeno Buda
16h – Debate sobre o filme. Debatedor: Marcelus Quinderé – Filósofo e membro do Budismo Kadampa (Centro Bodissatva).
10/04
9h – Exibição do filme: Kundun
11h – Debate sobre o filme. Debatedor: Prof. Antônio Guerra Orientalista e professor do curso de História (UECE)
13 – Encerramento do evento.
Formulário de inscrição:
ou pelo blog do LEPO (em breve): http://lepouece.blogspot.com/
Formulário de inscrição:
ou pelo blog do LEPO (em breve): http://lepouece.blogspot.com/
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Amizade: "Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo."
"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o príncipe
- estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro amigos - disse. - Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua ideia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! - disse ela.
- Bem quisera - disse o principe - mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
- Os homens esqueceram a verdade - disse a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
- Bom dia - respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui - disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? - perguntou o principezinho.
- Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs o príncipe
- estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa - disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui - disse a raposa. - Que procuras?
- Procuro amigos - disse. - Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida - disse a raposa. - Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...
Mas a raposa voltou a sua ideia:
- Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...
A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! - disse ela.
- Bem quisera - disse o principe - mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
- Os homens esqueceram a verdade - disse a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."
***
Hoje estava a lembrar de pessoas importantes que passaram na minha vida e que já não estão mais tão próximas a mim... Algumas já não estão vivas, outras, por mais vivas que estejam não consigo reencontrá-las com tanta facilidade...
E são pessoas que me são caras, que em momentos de tristeza, cansaço ou desilusão estavam ao meu lado, trazendo luz. Que me faziam sorrir...
Alguns desses cativadores, não os reconheço mais. Não sei quem são... E muito menos porque na vida agem como neste momento. Fisicamente não mudaram muita coisa, apenas cresceram; mas o que vejo é tão somente aparências. O amor que lhes devotara, não morreu, apenas está ferido.
Outros cativados ainda estão próximos a mim, mais até do que imaginava. Novos cativadores surgem e continuo sendo feliz... "se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música."
Amo vocês!
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Escolhas e direção
A vida é sempre feita de escolhas. Escolhas que podem te levar por novos caminhos, a novas descobertas, a novos mundos... Contudo, estas escolhas também recaem sobre as pessoas que amamos...
Um caminho específico pode se revelar como sendo o melhor, mas quando se pára, pensa e medita em cima das circunstâncias que te levaram a tomar tal decisão, novos horizontes se abrem... Novas possibilidades surgem... Será que este novo caminho também pode levar a felicidade?
Neste momento você se encontra numa encruzilhada, não?
Tantas coisas você vivenciou aqui e o amanhã é a incerteza... Quando chegastes, viestes com tantos planos feitos... A saudade de quem se deixou (lá longe) era grande, contudo a certeza de que se vivenciava uma situação provisória, de curta duração acalentava o seu coração... Mas hoje, depois de tantas situações e aprendizados, o que fazer? A dúvida bate em seu peito...
“Um dia a gente chega, no outro vai embora”. E agora? O que fazer? Que caminho tomar? Acabamos voltando à encruzilhada, amiga... A resposta, infelizmente, eu não tenho... Nem sei por que caminhos a vida pode me levar...
Pergunto novamente: o que fazer? Se seu destino não é governado soberanamente por você? Alguém sempre toma uma decisão que muda tudo na sua vida... E agora? Você decidiu por mim e por você, por nós. E quantas mais vidas serão afetadas por esta sua decisão?
Saímos da encruzilhada, mas não perdemos de vista as indefinições que surgem a cada novo passo que damos ou que ao menos pensamos em dar. Que caminho tomar? Se eu escolher este aqui, o que acontece? Mas se eu escolher o outro? O que realmente importa é que, em todos os caminhos ou direções que você tome sempre busque a felicidade que ele possa lhe oferecer.
A cada dia, sinto que estou perdida no mundo de divagações, que muitas vezes consomem minhas energias. Novo dia, nova aurora – e eu continuo aqui, caminhando, “tentando remar o meu barco”.
O único conselho que posso lhe dar é que onde quer que você esteja, dê o seu melhor, se jogue “de cima da pedra mais alta...”.
“As coisas já começaram a mudar.
Eu não quero me preocupar com o futuro,
mas ele continua me incomodando.
Mesmo que eu tenha meus amigos por perto,
aquela dúvida ainda está lá...”
Um caminho específico pode se revelar como sendo o melhor, mas quando se pára, pensa e medita em cima das circunstâncias que te levaram a tomar tal decisão, novos horizontes se abrem... Novas possibilidades surgem... Será que este novo caminho também pode levar a felicidade?
Neste momento você se encontra numa encruzilhada, não?
Ficar ou partir...
Tantas coisas você vivenciou aqui e o amanhã é a incerteza... Quando chegastes, viestes com tantos planos feitos... A saudade de quem se deixou (lá longe) era grande, contudo a certeza de que se vivenciava uma situação provisória, de curta duração acalentava o seu coração... Mas hoje, depois de tantas situações e aprendizados, o que fazer? A dúvida bate em seu peito...
Ficar ou partir...
“Um dia a gente chega, no outro vai embora”. E agora? O que fazer? Que caminho tomar? Acabamos voltando à encruzilhada, amiga... A resposta, infelizmente, eu não tenho... Nem sei por que caminhos a vida pode me levar...
“Eu não sei na verdade quem eu sou,
Já tentei calcular o meu valor,
Mas sempre encontro sorriso e o meu paraíso é onde estou...
Eu não sei na verdade quem eu sou.”
Pergunto novamente: o que fazer? Se seu destino não é governado soberanamente por você? Alguém sempre toma uma decisão que muda tudo na sua vida... E agora? Você decidiu por mim e por você, por nós. E quantas mais vidas serão afetadas por esta sua decisão?
Saímos da encruzilhada, mas não perdemos de vista as indefinições que surgem a cada novo passo que damos ou que ao menos pensamos em dar. Que caminho tomar? Se eu escolher este aqui, o que acontece? Mas se eu escolher o outro? O que realmente importa é que, em todos os caminhos ou direções que você tome sempre busque a felicidade que ele possa lhe oferecer.
A cada dia, sinto que estou perdida no mundo de divagações, que muitas vezes consomem minhas energias. Novo dia, nova aurora – e eu continuo aqui, caminhando, “tentando remar o meu barco”.
O único conselho que posso lhe dar é que onde quer que você esteja, dê o seu melhor, se jogue “de cima da pedra mais alta...”.
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